Minha primeira experiência com realidade virtual

guilherme_ubiali_realidade_virtual.jpg
“La realidad virtual será la tecnología protagonista del año”. Foi após ler esta frase em um e-mail encaminhado por um colega de MBA  que decidi aprender mais sobre o assunto. Afinal, como a realidade virtual, prevista como “protagonista de ano”, poderia ser totalmente desconhecida para mim? Até aquele momento o meu maior contato com realidade virtual se limitava a saber que ela existia, hoje eu sou um defensor dessa frase.
Por trás dessa curiosa afirmação estava o Espaço Fundação Telefônica de Madri, um local conhecido por trazer inovação estava prometendo a criação de um espaço, um showroom, dinâmico e vivo para que qualquer um pudesse interagir com as últimas tecnologias do setor. Fiquei super animado com a oportunidade e corri para me inscrever, para minha tristeza estava lotado por 15 dias. A mesma frustração ocorreu na semana seguinte e na seguinte. Até que na quarta tentativa eu consegui! Os ingressos esgotaram cinco minutos depois.

O evento foi incrível, no quarto andar, onde fica instalado o workshop, fui recebido por dois profissionais simpáticos que logo me explicaram como seria minha viagem virtual e alertaram o cuidado para cardíacos (hein?!). Sentei em uma cadeira, coloquei os óculos e entrei em uma experiência que mudou a minha percepção de realidade. Imediatamente eu estava em um barquinho, na Índia, segundos depois um elefante se aproximava de mim. Com um piscar de olhos eu aparecia em uma apresentação do Cirque du Soleil, depois um enorme dinossauro vinha me dar um oi e eu terminava em uma bela viagem pelo espaço.
A perfeição dos detalhes é algo encantador, a sensação de imersão oferecida pelos óculos, completada pela sonorização perfeita do fone, me davam a certeza de que eu tinha sido transportado para outro mundo (agora entendi a questão do cardíaco), praticamente era possível tocar. Mas o mais interessante é que durante a imersão na realidade virtual a gente esquece completamente do mundo “lá fora” e vive uma experiência que te leva a duvidar dos seus sentidos, algo que não dá para descrever totalmente em palavras. Sem falar no “baque” que é voltar ao mundo real.
Saí tão maravilhado de lá que eu resolvi comprar um Óculos Gear para mim e participar mais desse mundo. Tenho certeza que em breve a realidade 3D fará parte do dia a dia de todos. Já existe na Espanha um restaurante usando essa tecnologia, mas vejo que em breve ela estará presente em todas as indústrias. Você poderá visitar seu apartamento e vê-lo decorado quando ele ainda estiver na planta. Participará de aulas em qualquer universidade do mundo, sentando na sala de aula e interagindo com os colegas. Viajará pelo mundo sem precisar sair do sofá. Qual será o limite desta tecnologia? Viveremos em uma Matrix no futuro? Vamos aguardar os próximos capítulos.
vr6.jpg                    Imagem Divulgação
Um abraço e até breve.
Gostou do tema? Leia mais sobre tecnologia aqui: O que você faria se trabalhasse com IoT?
Anúncios

Primavera em Madri

Dia 20 de março começou a primavera na Europa e ela transformou a Madri antes fria e seca, em uma cidade ensolarada, colorida e perfumada.

Madri é mundialmente conhecida por ser uma cidade repleta de alegria, muito organizada e bonita, mas em nenhuma época do ano essa cidade mostra tanto seu charme como na primavera.

Com diversos parques e roseirais abertos, além de praças e jardins privados e públicos, Madri tem em suas flores uma característica marcante, que fazem com que esta seja a época mais recomendada para quem quer conhecer a capital espanhola. É importante colocar que todo mundo respeita e ninguém corta ou toca uma única rosa que seja, ela podem florescem naturalmente.

Essa foto é da Alessandra Aroeira, esposa da Alexandre, aluno de MBA que se formou em dezembro de 2016 e optou por continuar trabalhando em Madri.

18402998_998672623603375_2014070588707636153_n.jpg

Pausa no MBA aqui na Europa para ver o jogo… e que jogo

Alguém aí não viu Atletico de Madrid e Real Madrid se enfrentando pela segunda vez em uma final de Champions League, o maior torneio de clubes do mundo? Mesmo que você não seja um fanático por futebol, deve ter ouvido falar sobre a grande partida que movimentou a capital espanhola.

Pareceu videogame. Gol do Real, gol do Atlético.  Pressão do Real, pressão do Atlético. Prorrogação, 122 minutos de bola rolando, 9 pênaltis e Real campeão (confesso que torci para o Atlético). Mas na verdade, foram a cidade de Madri e o povo madrileno os verdadeiros campeões.

A alegria, branca, vermelha e azul dos colchoneros (nome dado aos torcedores do Atletico, como o João já explicou aqui) estava nos olhos, sorrisos e paixão de uma metade do povo. Do outro lado, a vontade de gritar “é campeão” pela décima primeira vez dos madridistas era igualmente impressionante. O alvoroço fez lembrar meus tempos de Belo Horizonte, quando jogava Atlético Mineiro e Cruzeiro.

Mais uma diferença cultural que estudar em Madri me proporcionou: o clima de paz e alegria entre os torcedores. Era bonito de se ver a convivência alegre entre os torcedores dois dois times. Nos bares, dividiam inclusive a mesma mesa. Não vi briga, não vi discussão e muito menos morte, algo comum no Brasil, mas totalmente impensável em Madri. Tomara que um dia nossos torcedores entendam que o prazer do futebol está em aproveitar com os amigos e não se matar por um time.

20160528_213457-1

Resultado consumado, fomos comemorar com centenas de milhares de madridistas na praça Cibeles. Não me surpreendi ao ver em meio aos torcedores do Real centenas de torcedores do Atletico, que apareciam uniformizados para festejar com os campeões de forma totalmente harmônica e sem nenhum incidente (fiquei imaginando um torcedor Tricolor comemorar na Gaviões da Fiel).

Este slideshow necessita de JavaScript.

 

Fui embora às duas da manhã, enquanto milhares de torcedores ainda chegavam para aguardar os jogadores que passariam por lá às cinco.  No fim, ficou a alegria de estar com os amigos das mais diversas nacionalidades que fazem MBA aqui na Espanha, de se divertir vendo um futebol de altíssimo nível e a certeza de que aquela noite foi Madri que dormiu como campeã e capital mundial do futebol.

Nessa matéria do UOL vocês encontram mais detalhes sobre a partida.

Até a próxima!

Guilherme Ubiali

Champions League com “gostinho de Libertadores”

IMG-20160316-WA0012

Fala, pessoal. Beleza?

Depois da Ana (https://www.instagram.com/p/BC8v1SYvohJ/?taken-by=diariomba), terça-feira foi minha vez de viver a experiência de ir a um jogo europeu. E, de cara, um mata-mata de Champions League: Atlético de Madrid x PSV Eindhoven, no Vicente Calderón.  Fomos em um bom grupo do meu intake – ingressos comprados com 2 semanas de antecedência, via internet, para todos conseguirem ficar no mesmo setor do estádio.

IMG-20160316-WA0010

Como comparação entre Brasil e Espanha, tenho que dizer que o acesso aos jogos de transporte público faz a diferença na comodidade e no controle de custos. O respeito pelo assento também é outra diferença positiva em relação ao que estamos acostumados.

Como semelhança, os bares do lado de fora. Muito cheios, são uma ótima opção para um pouco de “turismo” antes da partida. Mas o destaque fica mesmo para a torcida. Bem diferentes dos torcedores do Real Madrid, que só ficam sentados e aplaudem as jogadas, os “colchoneros”, como são chamados os torcedores do Atlético, são muito mais entusiasmados durante a partida. O estádio mais antiquado, longe do tal “padrão Fifa”, também deixou a partida com um ar de Libertadores.

Em 210 minutos de bola rolando o Atlético não conseguiu furar a defesa do PSV, então fomos para os pênaltis. Para nossa alegria, vitória dos donos da casa por 8×7. Saindo do estádio, nada de correria para voltar para casa. Metrô para todo mundo até 1h30 da manhã.

Até mais e ¡dale Atleti!

João