Pausa no MBA aqui na Europa para ver o jogo… e que jogo

Alguém aí não viu Atletico de Madrid e Real Madrid se enfrentando pela segunda vez em uma final de Champions League, o maior torneio de clubes do mundo? Mesmo que você não seja um fanático por futebol, deve ter ouvido falar sobre a grande partida que movimentou a capital espanhola.

Pareceu videogame. Gol do Real, gol do Atlético.  Pressão do Real, pressão do Atlético. Prorrogação, 122 minutos de bola rolando, 9 pênaltis e Real campeão (confesso que torci para o Atlético). Mas na verdade, foram a cidade de Madri e o povo madrileno os verdadeiros campeões.

A alegria, branca, vermelha e azul dos colchoneros (nome dado aos torcedores do Atletico, como o João já explicou aqui) estava nos olhos, sorrisos e paixão de uma metade do povo. Do outro lado, a vontade de gritar “é campeão” pela décima primeira vez dos madridistas era igualmente impressionante. O alvoroço fez lembrar meus tempos de Belo Horizonte, quando jogava Atlético Mineiro e Cruzeiro.

Mais uma diferença cultural que estudar em Madri me proporcionou: o clima de paz e alegria entre os torcedores. Era bonito de se ver a convivência alegre entre os torcedores dois dois times. Nos bares, dividiam inclusive a mesma mesa. Não vi briga, não vi discussão e muito menos morte, algo comum no Brasil, mas totalmente impensável em Madri. Tomara que um dia nossos torcedores entendam que o prazer do futebol está em aproveitar com os amigos e não se matar por um time.

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Resultado consumado, fomos comemorar com centenas de milhares de madridistas na praça Cibeles. Não me surpreendi ao ver em meio aos torcedores do Real centenas de torcedores do Atletico, que apareciam uniformizados para festejar com os campeões de forma totalmente harmônica e sem nenhum incidente (fiquei imaginando um torcedor Tricolor comemorar na Gaviões da Fiel).

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Fui embora às duas da manhã, enquanto milhares de torcedores ainda chegavam para aguardar os jogadores que passariam por lá às cinco.  No fim, ficou a alegria de estar com os amigos das mais diversas nacionalidades que fazem MBA aqui na Espanha, de se divertir vendo um futebol de altíssimo nível e a certeza de que aquela noite foi Madri que dormiu como campeã e capital mundial do futebol.

Nessa matéria do UOL vocês encontram mais detalhes sobre a partida.

Até a próxima!

Guilherme Ubiali

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Champions League com “gostinho de Libertadores”

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Fala, pessoal. Beleza?

Depois da Ana (https://www.instagram.com/p/BC8v1SYvohJ/?taken-by=diariomba), terça-feira foi minha vez de viver a experiência de ir a um jogo europeu. E, de cara, um mata-mata de Champions League: Atlético de Madrid x PSV Eindhoven, no Vicente Calderón.  Fomos em um bom grupo do meu intake – ingressos comprados com 2 semanas de antecedência, via internet, para todos conseguirem ficar no mesmo setor do estádio.

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Como comparação entre Brasil e Espanha, tenho que dizer que o acesso aos jogos de transporte público faz a diferença na comodidade e no controle de custos. O respeito pelo assento também é outra diferença positiva em relação ao que estamos acostumados.

Como semelhança, os bares do lado de fora. Muito cheios, são uma ótima opção para um pouco de “turismo” antes da partida. Mas o destaque fica mesmo para a torcida. Bem diferentes dos torcedores do Real Madrid, que só ficam sentados e aplaudem as jogadas, os “colchoneros”, como são chamados os torcedores do Atlético, são muito mais entusiasmados durante a partida. O estádio mais antiquado, longe do tal “padrão Fifa”, também deixou a partida com um ar de Libertadores.

Em 210 minutos de bola rolando o Atlético não conseguiu furar a defesa do PSV, então fomos para os pênaltis. Para nossa alegria, vitória dos donos da casa por 8×7. Saindo do estádio, nada de correria para voltar para casa. Metrô para todo mundo até 1h30 da manhã.

Até mais e ¡dale Atleti!

João