Minha primeira experiência com realidade virtual

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“La realidad virtual será la tecnología protagonista del año”. Foi após ler esta frase em um e-mail encaminhado por um colega de MBA  que decidi aprender mais sobre o assunto. Afinal, como a realidade virtual, prevista como “protagonista de ano”, poderia ser totalmente desconhecida para mim? Até aquele momento o meu maior contato com realidade virtual se limitava a saber que ela existia, hoje eu sou um defensor dessa frase.
Por trás dessa curiosa afirmação estava o Espaço Fundação Telefônica de Madri, um local conhecido por trazer inovação estava prometendo a criação de um espaço, um showroom, dinâmico e vivo para que qualquer um pudesse interagir com as últimas tecnologias do setor. Fiquei super animado com a oportunidade e corri para me inscrever, para minha tristeza estava lotado por 15 dias. A mesma frustração ocorreu na semana seguinte e na seguinte. Até que na quarta tentativa eu consegui! Os ingressos esgotaram cinco minutos depois.

O evento foi incrível, no quarto andar, onde fica instalado o workshop, fui recebido por dois profissionais simpáticos que logo me explicaram como seria minha viagem virtual e alertaram o cuidado para cardíacos (hein?!). Sentei em uma cadeira, coloquei os óculos e entrei em uma experiência que mudou a minha percepção de realidade. Imediatamente eu estava em um barquinho, na Índia, segundos depois um elefante se aproximava de mim. Com um piscar de olhos eu aparecia em uma apresentação do Cirque du Soleil, depois um enorme dinossauro vinha me dar um oi e eu terminava em uma bela viagem pelo espaço.
A perfeição dos detalhes é algo encantador, a sensação de imersão oferecida pelos óculos, completada pela sonorização perfeita do fone, me davam a certeza de que eu tinha sido transportado para outro mundo (agora entendi a questão do cardíaco), praticamente era possível tocar. Mas o mais interessante é que durante a imersão na realidade virtual a gente esquece completamente do mundo “lá fora” e vive uma experiência que te leva a duvidar dos seus sentidos, algo que não dá para descrever totalmente em palavras. Sem falar no “baque” que é voltar ao mundo real.
Saí tão maravilhado de lá que eu resolvi comprar um Óculos Gear para mim e participar mais desse mundo. Tenho certeza que em breve a realidade 3D fará parte do dia a dia de todos. Já existe na Espanha um restaurante usando essa tecnologia, mas vejo que em breve ela estará presente em todas as indústrias. Você poderá visitar seu apartamento e vê-lo decorado quando ele ainda estiver na planta. Participará de aulas em qualquer universidade do mundo, sentando na sala de aula e interagindo com os colegas. Viajará pelo mundo sem precisar sair do sofá. Qual será o limite desta tecnologia? Viveremos em uma Matrix no futuro? Vamos aguardar os próximos capítulos.
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Um abraço e até breve.
Gostou do tema? Leia mais sobre tecnologia aqui: O que você faria se trabalhasse com IoT?
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Drones são a próxima grande revolução?

Recentemente estive em tivemos na IE Business School uma apresentação da empresa DJI Drones, a maior empresa de drones do mundo.  A apresentação foi feita por Tautvydas Juskauskas, gerente de desenvolvimento da empresa na Europa, que falou sobre a industria, de oportunidades e desafios e de mercados que já foram revolucionados pelos drones, sai de lá encantado.

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Apresentação de empresas faz parte do nosso dia a dia quando estamos no MBA da IE. É uma oportunidade única de conectar com novos mercados, fazer networking e aprender sobre desafios e oportunidades destas industrias. Acho que são especialmente interessantes para aquelas pessoas que ainda não têm certeza do que querem fazer pós-MBA, pois nestas apresentações as empresas falam sobre suas atividades, sua indústria e o tipo de profissional que buscam.

Conhecemos os drones devido a indústria de entretenimento com fotos e filmagens incríveis, Hollywood têm usado drones em praticamente todos os filmes, mas isso é uma parcela muito pequena do negócio de drones, o mercado mais importante para eles neste momento é a construção civil, o setor imobiliário e a agricultura, mercados que têm sido revolucionados pela entrada dos drones.

Os drones utilizam uma tecnologia de vídeo-imagem de ponta, sendo capazes de reconhecer (e seguir) uma pessoa, baseado apenas em uma foto. Também estão muito avançados em automação, podendo funcionar sem a necessidade de um controlador. Por exemplo, se você quiser fazer um mapa 3D de um prédio, basta programar no GPS do drone os cantos do prédio e ele faz o resto sozinho. Depois de tirar milhares de fotos os dados são colocados em um software especifico que os transforma em mapeamento 3D perfeito.

Se parece impressionante o que os drones já fazem, mais ainda é o que podem fazer num curto espaço de tempo; mapeamento de tráfego, monitoramento de cidades, análise geológica, segurança, meio ambiente, são infinitas as possibilidades e estão apenas começando. Por exemplo, em uma indústria de energia solar os painéis precisam ser verificados um por um diariamente, algo que pode facilmente ser feito por um drone pré-programado de forma automatizada, com velocidade maior e custo menor.

Mas a DJI quer ir além, parece ficção científica, mas estão com projetos para drones totalmente autônomos que funcionem 24 horas por dia com energia solar. Os drones seriam conectados a uma rede de dados na nuvem (cloud) e acessados por empresas sob demanda. Assim uma empresa poderia comprar dados pré-coletados pelo drone ou contratar um drone que esteja sobrevoando a região para levantar dados específicos.

São poucas as tecnologias capazes de coletar dados como os drones, depois de coletados estes dados podem ser jogados em uma cloud ou em um software de big data com um algoritmo que irá transformá-los em informação sobre os clientes, seus hábitos de consumo e oportunidades de inovação, revolucionando a forma como o marketing toma decisões. Eu que faço também um Mestrado em Comportamento do Consumidor sei o quanto informação é fundamental para o Marketing e o quanto as empresas investem nisso.

Porém, ainda existem algumas barreiras, a principal é a questão de regulamentação, cada país tem uma lei diferente, em alguns não tem lei nenhuma e em outros é proibido. Existe também uma barreira tecnológica, como a durabilidade da bateria e a necessidade de uma tecnologia de extrema precisão em todos as peças.

Depois da apresentação, Tautvydas fez uma demonstração surpreendente com os drones da DJI. Eu já tinha visto um drone voar, mas esta foi a primeira vez que vi em lugar fechado e cheio de gente. A estabilidade do drone é uma coisa inacreditável, ele não mexe um milímetro, respondendo de forma rigorosa e precisa ao controle do operador.

Vejo um futuro próximo com drones sobrevoando cidades de forma automatizada, captando dados que vão ajudar na criação de cidades mais sustentáveis, organizadas, eficientes e melhorares para se viver, além é claro, de facilitar muito a vida do Marketing, que precisa entender seus consumidores. Por isso tudo que digo que drones não são a próxima revolução, são uma revolução que já está acontecendo.

Guilherme Ubiali

MBA fora da sala – Por que criei o FMCG Club?

Por Igor Souto Araujo

Grande parte dos alunos de MBA tem o mesmo objetivo, mudança de carreira. E comigo não foi diferente, antes mesmo de vir para a IE eu entrei em contatos com alumni de diversos intakes para ter maior entendimento do curso e poder aproveitar as oportunidades da melhor forma possível. A partir desses contatos recebi uma importante informação que é o seguinte:

  • Procure não fazer grandes mudanças de uma só vez. Ou seja, se pretender mudar de país e indústria, procure pelo menos manter uma área de atuação que você tenha conhecimento ou experiência prévia. E por aí vai, o quanto antes decidir a área e indústria que tem interesse, é melhor pois você está mais direcionado e tem maior foco.

Se você é um “soul searcher” (ainda em busca do que quer fazer): não tem problema, você vai ter contato com pessoas de diversas áreas e indústrias e vai poder fazer a sua escolha e, lembre se, nada é definitivo. Se precisar, ajuste o plano e mude novamente.

E foi assim que comecei a focar na indústria de bens de consumo. Como não tenho experiência diretamente na indústria, já tive atuação em áreas relacionadas, clientes etc, então tracei o plano de ação. Primeiramente, preciso ter maior participação na indústria e aumentar o meu networking, logo, procurei na IE Business School o clube FMCG (Fast Moving Consumer Goods), pois sabia que lá eu teria contato com pessoas da indústria e conseguiria mais informação se estava no caminho certo e o networking. Foi o primeiro clube que apliquei para fazer parte, me causou estranheza o fato de que não tinha retorno sobre atividades.

FMCG

As empresas de Bens de Consumo são responsáveis pelas principais marcas do mundo, é uma indústria que está em constante mudança e evolução.

Portanto, fui no escritório da escola para questionar o motivo e o que poderia ser feito pois muito me interessa esse tema. Com isso também acharam estranho pois o clube estava inativo, logo perguntei o que eu poderia fazer para reativar FMCG logoo clube. Elaborei uma proposta com a ideia do clube e consegui mais de 50 assinaturas de interessados (precisava de 25).

Isso foi em Janeiro, nos meus primeiros dias em Madrid, desde então estamos mantendo uma média de pelo menos um evento por mês, seja para happy hour para networking, reuniões, eleições para coordenadores, tour em empresas (como Amazon) etc. E vamos buscar melhorias, expandir e no final do ano conseguir certificado como um dos melhores clubes da IE. Dessa forma se torna um ciclo virtuoso e com resultados positivos para todos.

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O que aprendi com isso?

Empreendedorismo, e não é sobre ser criativo e ter ideias, tanto que muitos empreendedores começaram negócios copiando e melhorando conceitos anteriores, empreendedorismo é sobre ter uma ideia, estabelecer um processo e executar um plano para que seja colocado em ação, e para isso precisamos de mobilização, engajamento e formar um time.

Se isso da trabalho? Sim, e principalmente no começo. Hoje, com time de coordenadores formados e clube formado, o objetivo é compartilhado e isso é muito importante. Isso é só o começo, mas já é muito gratificante e vamos desenvolver daqui pra frente.

Obrigado, forte abraço.
Igor Souto Araujo

CEO aos 30 – Parabéns João e René

O João, colaborador do nosso blog em 2016, terminou seu MBA em dezembro e já deu um importante passo na carreira. Junto com outro brasileiro MBA da IE, René Almeida, fundou a 220 Capital, uma empresa de Search Fund.

Search Fund é uma modalidade de investimento muito estabelecida nos EUA, mas que anda é novidade no Brasil. Nela os empreendedores buscam negócios com potencial de crescimento cujo dono está querendo se desfazer e oferecem para investidores, se os investidores gostarem, o Search Fund compra essa empresa e a gerencia por no mínimo 2 anos, para depois revender por um valor maior.

João e René foram destaque essa semana de uma reportagem na Folha de São Paulo, onde contam um pouco sobre essa mudança e explicam o que é Search Fund, confira no link Folha de São Paulo: Como ser CEO aos 30 anos

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Geek, eu?

Olá, leitores do Diário de um MBA!

É com alegria que compartilho com vocês que eu sou um dos vencedores do “Microsoft IoT Business Innovation Challenge 2016”, um desafio anual realizado pela Microsoft entre alunos de MBAs, contando com a participação das melhores escolas europeias. Como prêmio, tive uma mentoria individual com o diretor senior da empresa para trabalharmos meu desenvolvimento profissional. Foi muito interessante!

Participar de case competions e desafios como este faz parte da rotina dos alunos de MBA internacionais. Apesar de sempre voluntários, muitos, como eu, adoram participar desses eventos, pois sempre oferecerem experiências muito enriquecedoras.

Esse ano a pergunta era “O que você faria se trabalhasse na Microsoft com IoT? (Internet Of Things)”.

Confesso que fiquei em dúvida se participaria ou não do desafio, já que não sou nenhum Geek e nem trabalho no ramo. Além disso, eu realmente não sabia a resposta.

Para quem ainda não é familiarizado com o termo, Internet of Things (IoT), ou Internet das Coisas, representa uma revolução tecnológica que permite conectar dispositivos eletrônicos do dia-a-dia à internet. Imagine, por exemplo, a sua casa inteira conectada; não apenas seu computador e celular, mas geladeira, carro, micro-ondas, luzes, portas, alarme… tudo conectado, e gerido por uma inteligência artificial que desenvolve e aprende com você. Parece ficção científica, mas não é! É o futuro das nossas vidas (e o presente para algumas empresas, como Amazon e Microsoft), podem esperar! Foi então que, movido pelo desafio de aprender, resolvi participar e fui um dos vencedores do desafio.

Aos que se interessaram em conhecer mais, aqui está o texto que enviei para a Microsoft (em inglês). Com certeza os aprendizados da IE Business School, especialmente a visão inovadora e empreendedora da escola, me ajudaram muito a construir o projeto!

Guilherme Ubiali MBA

Guilherme em visita à Microsoft para o case competition

Até mais,

Guilherme Ubiali

Pitches (e cerveja) na Área 31

Fala, pessoal. Tudo bem?

Sou o João, aluno do International MBA da IE, turma de janeiro. De vez em quando eu vou passar no Diário mostrando mais de Madri, Espanha e Europa para vocês.

Um lado forte da IE é o empreendedorismo. Muita gente vem cursar o International MBA e outros programas da escola pensando em abrir sua própria empresa. Para isso, a Área 31 é incrível! Por exemplo, toda a quinta-feira empreendedores apresentam seus projetos, a maioria startups, para possíveis investidores.

Ontem tivemos pitches de dois aplicativos. Um de pesquisa de livros e outro de pedidos a restaurantes. Esse último achei bem interessante. Ele te conecta a alguns estabelecimentos, entre eles a cafeteria da IE, e o diferencial é que você já pode fazer o pagamento e dizer a hora que vai buscar seu pedido, escapando das filas. Com mais ou menos dois anos de mercado, ambos estavam buscando aportes dentro da rede de relacionamento da IE.

Ah, uma coisa importante: a cerveja é por conta da casa!

Espero vê-los em breve.

João

Area 31