10 maneiras como um MBA internacional pode mudar sua vida

Colaborador aqui do Diário de um MBA, Guilherme Ubiali escreveu um ótimo artigo contando sobre sua experiência e aprendizados no MBA da IE Business School para o jornal Estadão, no blog MBA de A a Z.

Texto recomendadíssimo para quem está pensando em fazer um MBA.

 


10 maneiras como um MBA internacional pode mudar sua vida

Quando comecei meu MBA na IE Business School, uma das escolas de negócio mais respeitadas no mundo e conhecida por sua abordagem empreendedora e inovadora, nosso reitor Erik Schlie disse algo que me marcou, “Aproveite esse ano para ser tudo que sempre quis, mas nunca teve coragem”. Aqui – sem antes agradecer à Paula pelo espaço e trabalho em pró da educação executiva – conto como será o seu MBA internacional, se você também acreditar nesta frase.

“Aproveite esse ano para ser tudo que sempre quis, mas nunca teve coragem”

Você viverá um caldeirão de culturas e seus melhores amigos serão do mundo todo

Mais de cem nacionalidades estudando juntas faz toda diferença. Aprendi que coisas normais para nós, como ter um passaporte, direito de ir e vir e se expressar, não é realidade para todos. Descobri que nossa rixa com os hermanos argentinos não passa de brincadeira comparada com outros países e que cultura muda o jeito da pessoa ver o mundo. Fiz amigos de países que antes não sabia apontar no mapa. Vi danças, roupas e sotaques típicos. Experimentei comidas e bebidas de dar água na boca.

No MBA você vai conhecer pessoas de partes do mundo que dificilmente visitaria ainda que fosse um executivo cosmopolita ou um inspirado viajante. Ao longo dessa jornada vai perceber que seus colegas do Cazaquistão, México….

Continue lendo o artigo aqui.

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IE Global Village 2017

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Primavera em Madri

Dia 20 de março começou a primavera na Europa e ela transformou a Madri antes fria e seca, em uma cidade ensolarada, colorida e perfumada.

Madri é mundialmente conhecida por ser uma cidade repleta de alegria, muito organizada e bonita, mas em nenhuma época do ano essa cidade mostra tanto seu charme como na primavera.

Com diversos parques e roseirais abertos, além de praças e jardins privados e públicos, Madri tem em suas flores uma característica marcante, que fazem com que esta seja a época mais recomendada para quem quer conhecer a capital espanhola. É importante colocar que todo mundo respeita e ninguém corta ou toca uma única rosa que seja, ela podem florescem naturalmente.

Essa foto é da Alessandra Aroeira, esposa da Alexandre, aluno de MBA que se formou em dezembro de 2016 e optou por continuar trabalhando em Madri.

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MBA fora da sala – Por que criei o FMCG Club?

Por Igor Souto Araujo

Grande parte dos alunos de MBA tem o mesmo objetivo, mudança de carreira. E comigo não foi diferente, antes mesmo de vir para a IE eu entrei em contatos com alumni de diversos intakes para ter maior entendimento do curso e poder aproveitar as oportunidades da melhor forma possível. A partir desses contatos recebi uma importante informação que é o seguinte:

  • Procure não fazer grandes mudanças de uma só vez. Ou seja, se pretender mudar de país e indústria, procure pelo menos manter uma área de atuação que você tenha conhecimento ou experiência prévia. E por aí vai, o quanto antes decidir a área e indústria que tem interesse, é melhor pois você está mais direcionado e tem maior foco.

Se você é um “soul searcher” (ainda em busca do que quer fazer): não tem problema, você vai ter contato com pessoas de diversas áreas e indústrias e vai poder fazer a sua escolha e, lembre se, nada é definitivo. Se precisar, ajuste o plano e mude novamente.

E foi assim que comecei a focar na indústria de bens de consumo. Como não tenho experiência diretamente na indústria, já tive atuação em áreas relacionadas, clientes etc, então tracei o plano de ação. Primeiramente, preciso ter maior participação na indústria e aumentar o meu networking, logo, procurei na IE Business School o clube FMCG (Fast Moving Consumer Goods), pois sabia que lá eu teria contato com pessoas da indústria e conseguiria mais informação se estava no caminho certo e o networking. Foi o primeiro clube que apliquei para fazer parte, me causou estranheza o fato de que não tinha retorno sobre atividades.

FMCG

As empresas de Bens de Consumo são responsáveis pelas principais marcas do mundo, é uma indústria que está em constante mudança e evolução.

Portanto, fui no escritório da escola para questionar o motivo e o que poderia ser feito pois muito me interessa esse tema. Com isso também acharam estranho pois o clube estava inativo, logo perguntei o que eu poderia fazer para reativar FMCG logoo clube. Elaborei uma proposta com a ideia do clube e consegui mais de 50 assinaturas de interessados (precisava de 25).

Isso foi em Janeiro, nos meus primeiros dias em Madrid, desde então estamos mantendo uma média de pelo menos um evento por mês, seja para happy hour para networking, reuniões, eleições para coordenadores, tour em empresas (como Amazon) etc. E vamos buscar melhorias, expandir e no final do ano conseguir certificado como um dos melhores clubes da IE. Dessa forma se torna um ciclo virtuoso e com resultados positivos para todos.

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O que aprendi com isso?

Empreendedorismo, e não é sobre ser criativo e ter ideias, tanto que muitos empreendedores começaram negócios copiando e melhorando conceitos anteriores, empreendedorismo é sobre ter uma ideia, estabelecer um processo e executar um plano para que seja colocado em ação, e para isso precisamos de mobilização, engajamento e formar um time.

Se isso da trabalho? Sim, e principalmente no começo. Hoje, com time de coordenadores formados e clube formado, o objetivo é compartilhado e isso é muito importante. Isso é só o começo, mas já é muito gratificante e vamos desenvolver daqui pra frente.

Obrigado, forte abraço.
Igor Souto Araujo

CEO aos 30 – Parabéns João e René

O João, colaborador do nosso blog em 2016, terminou seu MBA em dezembro e já deu um importante passo na carreira. Junto com outro brasileiro MBA da IE, René Almeida, fundou a 220 Capital, uma empresa de Search Fund.

Search Fund é uma modalidade de investimento muito estabelecida nos EUA, mas que anda é novidade no Brasil. Nela os empreendedores buscam negócios com potencial de crescimento cujo dono está querendo se desfazer e oferecem para investidores, se os investidores gostarem, o Search Fund compra essa empresa e a gerencia por no mínimo 2 anos, para depois revender por um valor maior.

João e René foram destaque essa semana de uma reportagem na Folha de São Paulo, onde contam um pouco sobre essa mudança e explicam o que é Search Fund, confira no link Folha de São Paulo: Como ser CEO aos 30 anos

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Geek, eu?

Olá, leitores do Diário de um MBA!

É com alegria que compartilho com vocês que eu sou um dos vencedores do “Microsoft IoT Business Innovation Challenge 2016”, um desafio anual realizado pela Microsoft entre alunos de MBAs, contando com a participação das melhores escolas europeias. Como prêmio, tive uma mentoria individual com o diretor senior da empresa para trabalharmos meu desenvolvimento profissional. Foi muito interessante!

Participar de case competions e desafios como este faz parte da rotina dos alunos de MBA internacionais. Apesar de sempre voluntários, muitos, como eu, adoram participar desses eventos, pois sempre oferecerem experiências muito enriquecedoras.

Esse ano a pergunta era “O que você faria se trabalhasse na Microsoft com IoT? (Internet Of Things)”.

Confesso que fiquei em dúvida se participaria ou não do desafio, já que não sou nenhum Geek e nem trabalho no ramo. Além disso, eu realmente não sabia a resposta.

Para quem ainda não é familiarizado com o termo, Internet of Things (IoT), ou Internet das Coisas, representa uma revolução tecnológica que permite conectar dispositivos eletrônicos do dia-a-dia à internet. Imagine, por exemplo, a sua casa inteira conectada; não apenas seu computador e celular, mas geladeira, carro, micro-ondas, luzes, portas, alarme… tudo conectado, e gerido por uma inteligência artificial que desenvolve e aprende com você. Parece ficção científica, mas não é! É o futuro das nossas vidas (e o presente para algumas empresas, como Amazon e Microsoft), podem esperar! Foi então que, movido pelo desafio de aprender, resolvi participar e fui um dos vencedores do desafio.

Aos que se interessaram em conhecer mais, aqui está o texto que enviei para a Microsoft (em inglês). Com certeza os aprendizados da IE Business School, especialmente a visão inovadora e empreendedora da escola, me ajudaram muito a construir o projeto!

Guilherme Ubiali MBA

Guilherme em visita à Microsoft para o case competition

Até mais,

Guilherme Ubiali

Um típico dia de um aluno de MBA na Espanha

 

Guilherme Ubiali IE Business School

Guilherme Ubiali na IE University.

Como é cursar um MBA na Europa? Como é seu dia a dia em Madri? Essas são perguntas muito comuns que recebo como aluno do International MBA da IE Business School, por isso resolvi fazer esse artigo e contar como é um típico dia de um aluno de MBA na Espanha.

Uma anedota muito comum é dizer que nossa vida é dividida entre três coisas dais quais você tem que escolher duas: Estudar, fazer networking e dormir. Eu particularmente não concordo que você tenha que escolher apenas duas das três, mas com certeza administrar seu próprio tempo (ou a falta dele) é um dos maiores desafios do aluno de MBA.

A seguir, conto como é a minha rotina e como eu tenho feito para administrar o meu tempo.

8h00 – O despertador toca, é hora de levantar. O sol ainda está nascendo em Madri e o friozinho deixa tudo mais difícil.

9h00 – Iniciam-se as aulas. Os alunos chegam, alguns alegres e outros mais sonolentos, dependendo de como foi a noite anterior. Aula do dia, Corporate Finance e Managerial Decision Making. As aulas variam muito, não seguem uma linha constante. A cada três meses termina um “term” e trocam todos os temas e professores.

11h00 – Intervalo 40 minutos de comer alguma coisa. Perto da faculdade existem várias opções e com 10 euros consegue-se almoçar.

11h40 – De volta às aulas, a tarde de hoje foi reservada para Marketing Management e Strategy.

15h00 – Terminam as aulas, mas não o dia. Temos reunião do Club Brazil, o qual sou presidente, e em seguida uma reunião rápida do grupo de trabalho de sala.

16h00 – Palestra sobre BlockChain, uma tecnologia totalmente disruptiva que promete transformar diversas industrias como healthcare, bancos e telefonia.

17h00 – Company presentation. Hoje a vez foi da indústria Farmacêutica, ao final um coquetel de networking. Vinho e cerveja a vontade, mas como meu dia ainda está só na metade, eu fico no refrigerante.

18h30 – Enfim em casa e hora de trabalhar. Terminar a minha parte do trabalho e enviar para o grupo para revisão.

19h30 – Parada rápida para o jantar.

20h00 – De volta aos estudos, agora é a vez de preparar-me para a aula do dia seguinte. Leitura de um ou dois cases, acompanhados de mais três artigos, normalmente entre 60 e 90 páginas por dia.

23h30 – Enfim terminando a leitura e, como não sou de ferro, vou assistir um episódio da série que acompanho no Netflix.

00h30 – Pronto para dormir e descansar para um novo dia.

A rotina de um aluno do International MBA da IE é mais ou menos assim todos os dias. Alguns dias com mais company presentations, outros com mais leituras e outros mais livres nos quais é possível ir a feiras tecnológicas, fazer compras ou sair com os amigos.

Aos finais de semana a gente aproveita mais, é sempre possível caminhar pelo belo parque do Retiro, passear de bicicleta por Madrid ou viajar. Eu viajo a cada dois finais de semana, afinal, estamos na Europa!

Como viram, a rotina é intensa, começa cedo e termina tarde, mas o mais importante é que quando o dia termina você não se sente exausto, pelo contrário, está animado e ansioso para mais um dia!

Um abraço,

Guilherme Ubiali

¡Buenas (noches) tardes, Madrid!

São 9h10 da noite e é assim que os espanhóis se cumprimentam por aqui. Durante todo o verão o sol é praticamente inesgotável, o que, particularmente, tenho gostado bastante!

Esse pôr do sol tardio que vocês veem nas fotos nos permite ter uma vida bem diferente da que estamos acostumados no Brasil. Conseguimos aproveitar mais a cidade, passear ao ar livre… fora que deixa cidade muito bonita. Isto é, quando os estudos do International MBA permitem hahaha. Tirei as fotos saindo da IE, depois de ter acompanhado uma palestra sobre a indústria farmacêutica.

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Fato é que o sol das nove, da noite, já faz parte da minha rotina, assim como de todos os espanhóis.

Aqui o “buenas tardes” dura até esse horário porque o dia a dia deles também é bem diferente do nosso. Eles começam a trabalhar por volta das nove da manhã e seguem até às 13h para uma pausa – beeem prolongada – para o almoço.

São três, às vezes quatro horas de intervalo, e nesse meio termo fica difícil até de conseguir achar algum estabelecimento aberto, por maior que seja sua emergência. Eles levam a tal da siesta bem a sério!

Nesse tempo, além da soneca, alguns aproveitam o tempo para praticar algum esporte ou reunir a família e amigos para um tempo de descontração. Com as energias recarregadas, eles voltam ao batente por volta das quatro, cinco da tarde, e seguem até às 20h trabalhando.

Essa rotina faz de Madri, ao menos em sua região central, uma cidade bem movimentada até meia noite. A vida noturna (não falo das festas, hein!) é algo único, uma característica que a difere das demais cidades europeias.

Guilherme Ubiali

Global Village – O mundo em um só lugar: a IE Business School

Foi com a frase “Bem-vindo à maior extravagância cultural da IE Business School” que começou minha viagem pelo mundo. Com mais de 90 nacionalidades presentes, o campus a IE é um caldeirão de culturas. Por isso, anualmente o Net Impact Club organiza um evento para celebrar essa rica diversidade cultural com muita alegria, o Global Village.

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Esse ano o evento aconteceu numa ensolarada quinta-feira de junho em Madri e reuniu entre 400 e 500 pessoas; alunos, partners, professores, pessoas da comunidade, funcionários da IE e ex-alunos marcaram presença nesse dia maravilhoso.

Mas como funciona o evento?

Dentro da IE encontramos dezenas clubes (se não me engano, mais de 90) separados em diferentes áreas de interesse: negócios (marketing, empreendedorismo, comunicação, e-commerce, etc), lazer (dança, yoga, etc), esportes (basquete, futebol, vôlei, rugby…).

Acontece que cada país costuma ter seu clube também. No Global Village, portanto, esses clubes são convidados a montar barraquinhas e mostrar um pouco da sua cultura com comida, bebida, roupas e música. Esse ano também marcaram presença no evento os clubes de Dança e LGBT.

É claro que o clube brasileiro teve uma barraca caprichada lá! Com a participação de quase todos os brasileiros estudando na IE em Madri (a maioria vestida com a amarelinha), conseguimos fazer bonito com pão de queijo, brigadeiro, guaraná e aquele que fez mais sucesso, o açaí. Além disso, com apoio de uma escola brasileira de capoeira daqui, fizemos uma linda apresentação.

Foi um evento incrível, não só porque a gente pode mostrar nossa cultura, mas também porque pode ver e viver um pouco da cultura de diversos países representados por seus estudantes na Europa.

Muitos amigos do International MBA dançaram a caráter músicas de seus países, serviram comidas e bebidas típicas, sempre com muita animação! Eu tentei aproveitar um pouquinho de cada país, e experimentar coisas que eu nunca tinha visto antes.

Uma oportunidade única de conhecer e viver a cultura dos meus amigos, mostrar um pouquinho do Brasil e me divertir bastante – algo propiciado somente por um MBA no exterior que tenha muita diversidade de nacionalidades.

Outra coisa legal: esse evento é também um projeto social do Net Impact Club e toda a renda é revertida para o Social Responsibility Forum, que acontece anualmente, colocando alunos e empresários em contato. Juntos, eles pensam e debatem soluções empreendedoras e inovadoras para os assuntos de maior pressão social no mundo.

Se você gostou do evento e quer mais fotos e vídeos. Publiquei mais coisas aqui no meu blog.

Guilherme Ubiali

TEDx IE Madrid– O MBA além da sala de aula

Semana passada tivemos um grande evento aqui em Madri, o TEDx IE Madrid – e como a sigla está dizendo, capitaneado pela própria IE.

Para quem não sabe, os “TEDx” são eventos independentes organizados ao redor do mundo com a chancela TED (do inglês Technology, Entertainment, Design). Um pouco mais preciso que seu irmão maior, que reúne grandes influenciadores mundiais para discutir temas que afligem a população global, o TEDx reúne a comunidade local para debater assuntos que causam impacto de forma mais específica.

Uma oportunidade de ouro para um estudante de MBA na Europa entender o pensamento daqui sobre diversos assuntos.

O tema de 2016 foi “Why Not?”, em português, “Por que não?”. Um jeito de os organizadores (dentre eles muitos colegas da IE Business School), questionarem diversos ‘pontos de interrogação’ envolvendo assuntos bastante diversificados: inclusão LGBT, investimento com impacto social, meio ambiente, relacionamento no trabalho, evolução do capitalismo, entre outros.

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O evento foi recheado de gente interessante e, para falar a verdade, sempre fui fã dos projetos TED. A oportunidade de estar presente em um acontecimento desses fora do país é muito legal, porque reúne pessoas com experiências e histórias diferentes – uma chance imperdível para quem estuda no exterior.

O networking é intenso, consegui conversar e tirar dúvidas diretamente com os palestrantes, uma energia muito bacana em um ambiente fantástico que é o auditório do Google aqui em Madri.

Por isso que eu digo: o MBA aqui na Europa vai além da sala de aula!

Links úteis:

TEDx IE Madrid

Discursos TED mais influentes em 2016

Abraços e até breve!

Guilherme

Pausa no MBA aqui na Europa para ver o jogo… e que jogo

Alguém aí não viu Atletico de Madrid e Real Madrid se enfrentando pela segunda vez em uma final de Champions League, o maior torneio de clubes do mundo? Mesmo que você não seja um fanático por futebol, deve ter ouvido falar sobre a grande partida que movimentou a capital espanhola.

Pareceu videogame. Gol do Real, gol do Atlético.  Pressão do Real, pressão do Atlético. Prorrogação, 122 minutos de bola rolando, 9 pênaltis e Real campeão (confesso que torci para o Atlético). Mas na verdade, foram a cidade de Madri e o povo madrileno os verdadeiros campeões.

A alegria, branca, vermelha e azul dos colchoneros (nome dado aos torcedores do Atletico, como o João já explicou aqui) estava nos olhos, sorrisos e paixão de uma metade do povo. Do outro lado, a vontade de gritar “é campeão” pela décima primeira vez dos madridistas era igualmente impressionante. O alvoroço fez lembrar meus tempos de Belo Horizonte, quando jogava Atlético Mineiro e Cruzeiro.

Mais uma diferença cultural que estudar em Madri me proporcionou: o clima de paz e alegria entre os torcedores. Era bonito de se ver a convivência alegre entre os torcedores dois dois times. Nos bares, dividiam inclusive a mesma mesa. Não vi briga, não vi discussão e muito menos morte, algo comum no Brasil, mas totalmente impensável em Madri. Tomara que um dia nossos torcedores entendam que o prazer do futebol está em aproveitar com os amigos e não se matar por um time.

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Resultado consumado, fomos comemorar com centenas de milhares de madridistas na praça Cibeles. Não me surpreendi ao ver em meio aos torcedores do Real centenas de torcedores do Atletico, que apareciam uniformizados para festejar com os campeões de forma totalmente harmônica e sem nenhum incidente (fiquei imaginando um torcedor Tricolor comemorar na Gaviões da Fiel).

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Fui embora às duas da manhã, enquanto milhares de torcedores ainda chegavam para aguardar os jogadores que passariam por lá às cinco.  No fim, ficou a alegria de estar com os amigos das mais diversas nacionalidades que fazem MBA aqui na Espanha, de se divertir vendo um futebol de altíssimo nível e a certeza de que aquela noite foi Madri que dormiu como campeã e capital mundial do futebol.

Nessa matéria do UOL vocês encontram mais detalhes sobre a partida.

Até a próxima!

Guilherme Ubiali